A ausência da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) acabou frustrando o público presente na audiência pública realizada ontem, quarta-feira, 13, na Câmara Municipal de Vereadores, para debater os preços das passagens praticados pela empresa Andorinha, trecho Corumbá-Campo Grande, justamente por ser o órgão regulador das tarifas do transporte intermunicipal de passados no estado.
A audiência pública foi uma iniciativa do vereador Chicão Vianna que ao tomar conhecimento da ausência da AGEMS, iniciou entendimento com a Mesa Diretora da Câmara, no sentido de marcar uma segunda audiência, para buscar solução para o problema, barateando os preços das passagens no trecho Corumbá-Campo Grande, um dos mais caros do Brasil.
“Amanhã mesmo (hoje) vamos entrar em contato com a AGEMS para marcarmos uma agenda estendida, um espaço de 45 dias, para que o órgão estadual marque a data conveniente, para realizarmos uma segunda audiência”, afirmou logo no início do debate, ontem. “É muito importante a presença de vocês – disse se dirigindo aos representantes da Andorinha- porém, sem a AGEMS não seria possível obter os resultados esperados. Por isso vamos fazer em duas etapas”, ressaltou.
A ausência do órgão foi informada por meio de ofício assinado pelo diretor-presidente Carlos Alberto de Assis, que alegou curto prazo de tempo para participar do debate, além de conflitos de agenda.
PROMOÇÕES
Apesar disso, a audiência foi importante e possibilitou um bom debate sobre a questão do transporte intermunicipal de passageiros, como viagem diária com passagens a valores promocionais, entre outros benefícios para a população pantaneira.
Chicão lembrou promoções realizadas pela Andorinha, no passado, mas que isso ocorria sempre a partir da entrada de outras empresas em operação, citando como exemplo, a Seriema e a Buser, que acabaram encerrando atividades na região em virtude de fiscalizações intensas.
Por isso mesmo ele luta por mais empresas operando no trecho. “A concorrência é salutar e quem ganha é a população”, enfatizou. Lamentou não poder levar o assunto adiante justamente devido à ausência da AGEMS. “Não somos contra a Andorinha. Queremos mais empresas operando nesse trecho e, com certeza, a população terá passagens mais baratas à disposição”, argumentou.
O presidente do Poder Legislativo, Ubiratan Canhete de Campos Filho (Bira), também destacou a necessidade de se pensar em passagens promocionais, a preços mais acessíveis, inclusive sugeriu a criação de tarifa social para atender a população pantaneira.
Lembrou encontro com a direção da então Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agepan), responsável pela elaboração do Plano Diretor de Transporte Rodoviário de Passageiros, que possibilitaria uma nova licitação em relação ao transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, com a possibilidade de mais empresas atuar no trecho entre Corumbá e Campo Grande.
POSIÇÃO DA ANDORINHA
O assessor de comunicação da Andorinha, Mário Henrique Neerger, que representou a empresa acompanhado do gerente de Vendas, João Batista Hernandes Teixeira, e do gerente local Adanilson Paulo Sovernigo, fez uma explanação sobre a atuação na região de Corumbá em mais de três décadas.
Para falar sobre o preço das passagens, lembrou que a empresa atende pessoas com deficiência e acompanhantes (dois por dia); auditor do trabalho (um); idosos com 100% de gratuidade (24), e com 50% de gratuidade (11); policial rodoviário do estado (um); rodoviário federal (dois) por dia, policial militar (10).
Informou ainda que a Andorinha não opera o trecho sozinha, monopólio. Afirmou que outras duas empresas atuam na região: Expresso Mato Grosso e Expresso Pantanal, além de uma Van com passagem a R$ 190,00, com viagens diárias.
A audiência contou com as participações também do diretor do PROCON de Corumbá, Pietro Cândia; do secretário especial de Especial de Articulação Política e institucional, Marcos de Souza Martins; do diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, José de Carvalho Junior; dos vereadores Jovan Temeljkovitch, Yussef Salla e Edinaldo Neves, além de outras autoridades.