Inquérito apontou que empreiteira deixou rodovia ‘despedaçada’ e com prejuízo ao meio ambiente estimado em R$ 1 milhão
Gabriel Maymone – Midiamax
A empreiteira de André Luiz dos Santos, o Patrola, (CNPJ 08.594.032/0001-74), não deve ser responsabilizada judicialmente após causar quase R$ 1 milhão em danos ambientais em obras de implementação da rodovia MS-228, no Pantanal.
Isso porque o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) firmou TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que substitui a ação civil pública pela construção de um parque em Corumbá.
Conforme documentação oficial do inquérito civil n. 06.2023.00001234-9, apesar de constar como requerido, Patrola sequer consta no TAC. Ou seja, também não terá participação na “compensação ambiental”.
O documento é assinado pelo prefeito de Corumbá, Gabriel de Oliveira (PSB), pelo diretor-presidente da Agesul, Mauro Azambuja Rondon Flores, pelo promotor de Justiça que conduziu as investigações, Pedro de Oliveira Magalhães, e, por fim, pelo coordenador do setor de acordos do MP, promotor Paulo Roberto Gonçalves Ishikawa.
Relatório técnico apontou que a via está “despedaçando” e que causou danos ambientais na monta de R$ 991.081,00. Apesar disso, a responsabilidade no TAC recaiu apenas sobre a Agesul.
Vale ressaltar que Patrola foi condenado por corrupção em esquema de desvios milionários. Além disso, é denunciado por desvios apurados na Operação Cascalhos de Areia.

