Da redação
Dois brasileiros presos na Bolívia após serem flagrados transportando fuzis AK-47, armamento de uso militar e policial, foram expulsos do país vizinho e entregues à Polícia Federal nesta quarta-feira (25), na fronteira com Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A ação é resultado de uma operação integrada das forças de segurança bolivianas, que acendeu o alerta para o tráfico internacional de armas na região.
A prisão ocorreu na última terça-feira, na região do Urubó, município de Porongo, quando agentes da Direção de Prevenção ao Roubo de Veículos (Diprove) interceptaram uma caminhonete ocupada pelos dois brasileiros. Durante a abordagem, os policiais localizaram ao menos quatro fuzis AK-47, além de carregadores e munições. Ao perceberem o controle policial, os suspeitos tentaram fugir, dando início a uma perseguição, mas acabaram detidos.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal boliviano El Deber, um segundo veículo, também ocupado por brasileiros, tentou resgatar a dupla durante a ação policial. Contudo, os ocupantes recuaram e conseguiram escapar após a reação dos agentes, passando a ser procurados pelas autoridades.
Após a prisão, o veículo, o armamento e os suspeitos ficaram sob custódia do Grupo Especial Delta e da Força Especial de Luta Contra o Crime (Felcc), que assumiu as investigações. A unidade especializada intensificou os controles na região e deflagrou operações de busca para localizar os foragidos, além de apurar a origem e o possível destino do arsenal apreendido.
Os detidos foram encaminhados às celas da Felcc central, em Santa Cruz de la Sierra, onde foram apresentados ao Ministério Público boliviano. Durante a checagem dos antecedentes, foi constatado que um dos brasileiros possuía mandado de prisão em aberto expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
A apreensão dos fuzis gerou preocupação das autoridades bolivianas, sobretudo no eixo metropolitano de Santa Cruz de la Sierra, localizado a cerca de 650 quilômetros da fronteira com o Brasil. As forças de segurança não descartam ligação dos envolvidos com organizações criminosas transnacionais e anunciaram o reforço do patrulhamento em corredores estratégicos, principalmente nos acessos ao Urubó e em áreas periurbanas, com o objetivo de combater o tráfico de armas e desarticular possíveis redes criminosas.
Agora sob responsabilidade da Polícia Federal, os brasileiros deverão responder no Brasil por crimes relacionados ao porte e tráfico de armamento de uso restrito, além de outras infrações que possam surgir no decorrer das investigações.
