Fuga de helicóptero e casa em Corumbá: saiba quem são os oito crimosos mais procurados de Mato Grosso do Sul

Tubarão, Motinha, Branco e R7 são alguns dos apelidos usados pelos criminosos

Com informações do Midiamax

A lista de criminosos considerados de alta periculosidade de Mato Grosso do Sul que estão foragidos da Justiça Brasileira foi atualizada. A atualização ocorreu após a prisão de um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), Éder de Barros Vieira.

A relação dos procurados em Mato Grosso do Sul foi divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e faz parte do projeto “Captura”, que busca localizar e prender indivíduos de alta periculosidade.

Cinco deles já estão condenados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e um responde a processo por homicídio. Mesmo sentenciados, eles permanecem foragidos.

Saiba quem são eles:

Ricardo de Souza (conhecido também como Luis Carlos dos Santos)

Ricardo usava nome falso e foi condenado em 2017 a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão em regime fechado, além de 980 dias-multas, em processo derivado da investigação Ictus, do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ofensiva responsável pela condenação de uma dezena de réus integrantes de grupo ilegal comandado de dentro de presídio. Ricardo responde por crimes que revelam sua participação em esquemas estruturados para ocultar valores ilícitos, como organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Ricardo de Souza, conhecido também como Luis Carlos dos Santos. (Reprodução)

Cleber Laureano Rodrigues Medeiros (Tubarão ou Dr. PCC)

Tubarão é acusado de homicídios brutais e ligação com o PCC. Responde pelo assassinato de Thiago Brumatti Palermo e Marcelo dos Santos Vieira, em julho de 2023. As vítimas foram mortas por ordem do PCC após adulterarem uma carga de cocaína. Thiago foi estrangulado e Marcelo, carbonizado dentro de um veículo. Cleber será julgado pelo Tribunal do Júri e está foragido.

Cleber Laureano Rodrigues Medeiros. (Reprodução)

Osmar Pereira da Silva (Branco)

Investigado em várias situações de crime, Osmar foi condenado a uma pena que totaliza 74 anos de prisão, com previsão de cumprimento final só em 2041. Responde por roubo qualificado, furto qualificado, receptação e participação em organização criminosa. O grupo é especializado em grandes roubos, incluindo assaltos a residências, cargas e instituições financeiras, além da encomenda de fuzis para executar as empreitadas criminosas.

Osmar Pereira da Silva. (Reprodução)

Phillypi Junior Nunes Matos

Foi condenado a 10 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado. Sua condenação ocorreu por tráfico de drogas e posse de armas de uso restrito. Foi preso após transportar 417 kg de pasta base de cocaína e três fuzis em uma aeronave, em Itaquiraí, em maio de 2022. A sentença favorável à acusação do MPMS determinou o perdimento da aeronave e a manutenção da prisão preventiva do condenado, que está desaparecido.

Phillypi Junior Nunes Matos. (Reprodução)

Ronaldo Gonçalves Martinez (R7)

Nascido em Ponta Porã, na região fronteiriça com o Paraguai, tem condenação pelo Tribunal do Júri à pena de 15 anos de reclusão. Nessa ação penal, foi enquadrado em homicídio qualificado por motivo torpe (vingança, uma vez que a vítima agrediu sua irmã) e corrupção de menores, pois havia um adolescente envolvido na morte de Alexandre Torraca.

Dono da alcunha “R7”, acumula histórico criminal grave, pois não é primário e já cumpre pena por outros dois homicídios, porte de arma, e responde a processo por tráfico. Além disso, Ronaldo também é alvo de mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Blindspot, do Gaeco, que investiga o vazamento de dados sigilosos por um policial penal ao PCC, em um esquema estruturado de tráfico de drogas comandando de dentro do cárcere.

Ronaldo Gonçalves Martinez (R7). (Reprodução)

Antônio Joaquim Mendes Gonçalves (Motinha)

Antônio Joaquim Mendes Gonçalves, vulgo “Motinha”, conseguiu fugir de helicóptero em uma operação deflagrada pela Polícia Federal em 2023. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que “Motinha” teria criado o grupo para garantir a sua segurança pessoal e dos seus negócios ilegais no tráfico de drogas na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Diante disso, ele é descrito como o atual chefe do Clã Mota, tendo assumido o controle da organização no lugar do pai. A contratação de paramilitares, alguns com experiência em conflito, seria parte de uma iniciativa de modernização.

Antônio Joaquim Mendes Gonçalves. (Reprodução)

Gerson Palermo

O “chefão” do PCC está foragido desde abril de 2020. Ele foi condenado a mais de 100 anos de prisão e se beneficiou com prisão domiciliar. Na época, o narcotraficante passou a usar tornozeleira eletrônica, em razão de integrar supostamente o grupo de risco da covid, e rompeu a tornozeleira.

Ele estava na casa da esposa quando fugiu, por volta das 20h40, quebrando a tornozeleira eletrônica que auxiliava no monitoramento. Naquela época, a suspeita era de que o narcotraficante teria ido para a Bolívia, já que teria uma casa em Corumbá.

Gerson Palermo. (Reprodução)

Tiago Vinícius Vieira

Apontado como autor de grandes assaltos em Mato Grosso do Sul e como chefe de uma quadrilha especializada em contrabando de armas, Tiago Vinícius Vieira chegou a fugir em 2018 da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande.

Tiago Vinícius Vieira. (Reprodução)