Gianni cita promessa de Bolsonaro e diz que não abre mão de candidatura ao Senado

Vice-prefeita de Dourados conversou só uma vez com Reinaldo, desde que ele assumiu o PL, e não descarta sair do partido

Vinicios Araujo – Midiamax

Gianni Nogueira (PL) foi indicada por Bolsonaro para ser candidata ao Senado pelo PL em Mato Grosso do Sul. (Divulgação, PL)

A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), reiterou que sua pré-candidatura ao Senado Federal permanece de pé, ainda que seja preciso mudar de partido. Ela buscará o cargo nas eleições deste ano.

Em entrevista, a política lembrou de promessa feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e sinalizou que pode buscar outra legenda caso não encontre espaço dentro do PL (Partido Liberal), atualmente presidido em Mato Grosso do Sul pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, com quem conversou somente uma vez, na chegada do ex-PSDB ao partido, ano passado.

Articulação e impasse no PL

Gianni afirmou que comunicou suas intenções a Azambuja logo após a filiação do ex-governador à sigla, mas ressaltou a ausência de novos diálogos.

Segundo a vice-prefeita, o atual dirigente partidário indicou que o PL possui outros nomes no páreo, como Capitão Contar e Marcos Pollon, e que a definição passaria pela performance dos postulantes nas pesquisas do partido.

Fontes dentro do partido afirmam que pesquisas podem indicar outro nome da direita para a vaga ao Senado e que o nome de Reinaldo não é consenso.

“Ele sinalizou de forma positiva, sinalizou que o partido tem outros pré-candidatos. Disse do Contar, disse do Pollon, disse do próprio nome dele e que o partido analisaria pesquisas. Ele, como presidente do partido, fez o papel dele, a fala dele, que tem que ser uma fala amena, uma fala de grupo. Mas, assim, não garantiu a vaga”, afirmou a pré-candidata, que recebeu referendo de Jair Bolsonaro para enfrentar a disputa.

Diante da incerteza sobre a legenda, a pré-candidata não descartou uma mudança de partido durante a janela partidária, entre março e abril. Gianni argumentou que sua prioridade é cumprir a missão delegada por Bolsonaro, mencionando ainda o apoio à potencial candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

“Se eu tiver que encerrar o meu ciclo dentro do PL, vou encerrar se for necessário. Muito triste, mas eu preciso dar um passo em torno daquilo que me foi solicitado pelo presidente Bolsonaro”, disse Gianni.