Ladário sedia primeira reunião do Projeto Acolhida no Alto Pantanal

Márcio Cavasana

Integração entre instituições fortalece atendimento a vítimas de violência e amplia rede de proteção social na região

A Prefeitura Municipal de Ladário, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, recebeu nesta data representantes do Ministério Público para a realização da primeira reunião presencial do Projeto Acolhida na região do Alto Pantanal.

O encontro marca o início das ações locais do projeto, fruto do Termo de Cooperação Técnica firmado em 6 de fevereiro de 2026, em Campo Grande, com a participação de instituições como a Defensoria Pública da União, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

A abertura foi feita de forma online pelo prefeito Munir Ramunieh, que deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a relevância da iniciativa. “Esse projeto é muito importante para toda a nossa comunidade e para a nossa região, especialmente para as cidades de Ladário e Corumbá”, destacou.

A condução da reunião ficou a cargo da promotora de Justiça Gabriela Rabelo Vasconcelos e da coordenadora do NAVIT, Renata Ruth Fernandes Goya Marinho. O encontro contou ainda com a presença de representantes do Judiciário, Defensoria Pública, forças de segurança, secretariado municipal, Conselho de Direitos e Câmara Municipal.

Durante a reunião, foram apresentadas as ações desenvolvidas pelas Secretarias de Assistência Social de Ladário e de Corumbá, com destaque para os serviços ofertados nas unidades socioassistenciais, como CRAS, CREAS e acolhimento institucional.

Como município anfitrião, Ladário indicou seus representantes no projeto: a psicóloga Flávia de Paula Matheus, do CREAS, e Andréia Cristina Barbosa de Oliveira, da Coordenadoria da Mulher, vinculada à Secretaria Especial de Políticas Públicas Sociais e Cidadania.

Criado em 2021, o Projeto Acolhida tem como objetivo fortalecer a rede de atendimento às vítimas de crimes violentos, como homicídio, feminicídio e latrocínio, além de promover proteção, acolhimento e apoio na reconstrução da trajetória de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa reforça a importância da atuação integrada entre órgãos públicos e instituições parceiras, garantindo um atendimento mais humanizado e efetivo às famílias atendidas na região.