Pollon foi o primeiro nome anunciado por Bolsonaro como seu candidato ao Senado, mas deputado não emplacou e perde até para Soraya (Foto: Arquivo)
Site O Jacaré MS
Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve abandonar a candidatura do deputado federal Marcos Pollon, o primeiro nome a ser definido como seu candidato ao Senado no País. Ele deverá lançar uma nova lista e definir o ex-deputado estadual Capitão Contar e o ex-governador Reinaldo Azambuja, ambos do PL, como seus candidatos a senador no Estado.
A decisão foi divulgada pelo jornalista Paulo Cappelli, colunista do jornal Correio da Manhã. O bilhete de Bolsonaro não contagiou os bolsonaristas sul-mato-grossenses e pesquisas internas indicam que Pollon segue atrás da senadora Soraya Thronicke (PSB), que foi eleita na onda do bolsonarismo em 2018 e se transformou na principal adversária da extrema direita.
O critério de que o bilhete seria desconsiderado e uma pesquisa definiria os nomes foi antecipado em abril deste ano pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República escolhido por Bolsonaro.
A decisão do ex-presidente mantém o estilo dele, de ser instável e abandonar os aliados ao longo da campanha. No dia 28 de fevereiro deste ano, preso na Papudinha, Bolsonaro divulgou, por meio da esposa, Michelle Bolsonaro, um bilhete no qual anunciava o seu primeiro candidato a senador no País.
“Adianto que por Mato Grosso do Sul, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato a senador será Marcos Pollon”, afirmou Bolsonaro. Empolgado, Pollon colocou o bilhete em um quadro e começou a percorrer os municípios com a declaração embaixo do braço.
A pouco mais de três meses do primeiro turno, Bolsonaro dá nova guinada e deve lançar o ex-deputado estadual Capitão Contar, que trocou o PRTB pelo PL para ser o candidato a senador. Em 2022, ele disputou o Governo e foi ao segundo turno contra o atual governador, Eduardo Riedel (PP).
O outro será Reinaldo Azambuja, que trocou o PSDB pelo PL a convite de Bolsonaro e foi alvo da Operação Vostok em setembro de 2018 e denunciado pelo Ministério Público Estadual por receber R$ 67,7 milhões em propina. Em 30 de outubro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, acatou pedido do ex-tucano e determinou o trancamento da ação penal porque houve demora da Justiça em analisar a denúncia.
Capitão Contar e Reinaldo deverão enfrentar o deputado federal Vander Loubet (PT), a senadora Soraya Thronicke, o empresário Roberto Oshiro (Novo), Beto do Movimento (PSOL) e Daniel Júnir (Agir).
