Secretária de Finanças de Corumbá presta esclarecimentos à PF em investigação eleitoral

Camila Campos de Carvalho, titular da pasta de Planejamento, Receita e Administração, foi conduzida para prestar esclarecimentos após denúncia de possível compra de votos; ela foi liberada no mesmo dia

A secretária municipal de Planejamento, Receita e Administração de Corumbá, Camila Campos de Carvalho, prestou esclarecimentos à Polícia Federal durante uma investigação sobre suspeita de compra de votos nas Eleições 2026.

Camila Campos (de azul) logo após prestar depoimento a PF foi a uma festa na presença do prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira

A diligência ocorreu na quarta-feira (30), após a Polícia Federal receber informações sobre possíveis locais que estariam sendo utilizados para a entrega de dinheiro em espécie a eleitores no município. A denúncia mencionava a suposta existência de R$ 500 mil destinados à prática.

Durante a ação, os policiais apreenderam R$ 1.700 em dinheiro, além de materiais de propaganda eleitoral, incluindo santinhos. Uma mulher foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. 

A Prefeitura de Corumbá confirmou que a mulher conduzida era Camila Campos, que atualmente responde pela secretaria responsável, entre outras atribuições, pelas áreas de Planejamento, Receita e Administração do município.

Segundo a administração municipal, a secretária não foi presa, prestou os esclarecimentos solicitados pelas autoridades e foi liberada ainda no mesmo dia, permanecendo no exercício regular de suas funções. 

Defesa contesta origem do dinheiro

Em relação aos R$ 1.700 apreendidos, a defesa de Camila informou que deverá solicitar a restituição do valor, sob a alegação de que o dinheiro pertence à própria secretária e não estaria relacionado à suposta compra de votos.

Até o momento, a Polícia Federal não informou que o dinheiro apreendido tenha sido efetivamente utilizado para compra de votos. O caso permanece sob investigação para esclarecer as circunstâncias e eventuais responsabilidades. 

A investigação ocorre a poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026 e deve prosseguir com a análise dos materiais recolhidos e demais elementos obtidos durante as diligências.