Ladário perde Kika Alves, capitã de As Poderosas e figura marcante da comunidade

Morte de Kika Alves causa comoção em Ladário e entre amigos, admiradores e integrantes do tradicional time As Poderosas

Ladário amanheceu de luto com a notícia do falecimento de Kika Alves, conhecida por sua atuação à frente do time As Poderosas, grupo que marcou a história do futebol e da representatividade da comunidade LGBTQIA+ no município.

Kika era uma das figuras ligadas à trajetória da equipe ladarense, que durante anos participou de confrontos e amistosos que se tornaram tradicionais na região pantaneira. Um dos registros históricos encontrados pela reportagem mostra Kika em campo pelas Poderosas em um amistoso contra As Imbatíveis, de Corumbá, realizado em agosto de 2012. Na ocasião, ela participou diretamente de uma das jogadas decisivas da partida. 

Homenagem nas redes sociais

A relação de Kika com a vida comunitária de Ladário também ultrapassava o futebol. Em 2022, ela foi identificada pela própria Prefeitura de Ladário como gestora do Cemitério e da Capela Municipal, participando da entrega da reforma do espaço e destacando a importância da estrutura para as famílias do município. 

Mais recentemente, Kika continuava envolvida em atividades relacionadas à diversidade e à comunidade LGBTQIA+. Em 2024, integrou o júri do concurso que elegeu a primeira Musa da Diversidade do Carnaval de Ladário, promovido na Avenida 14 de Março. 

Em 2025, seu nome voltou a aparecer entre os representantes de Ladário na 4ª Conferência Estadual LGBTQIA+ de Mato Grosso do Sul, realizada em Campo Grande. Kika integrou a delegação da região do Pantanal ao lado de outros representantes do município. 

Uma história marcada pelo esporte e pela representatividade

A trajetória de As Poderosas faz parte da história esportiva e cultural de Ladário. A equipe protagonizou durante anos o tradicional confronto com As Imbatíveis, de Corumbá, levando para os campos da região não apenas a disputa esportiva, mas também uma importante expressão de diversidade e convivência.

Em 2012, por exemplo, o confronto entre as duas equipes chegou à sua 15ª edição. Naquele jogo, As Poderosas venceram por 3 a 2 e Kika participou da partida, em uma demonstração da importância que já exercia dentro da equipe. 

A morte de Kika representa, portanto, a perda de uma personalidade que esteve presente em diferentes momentos da história recente de Ladário, seja no esporte, na atuação comunitária ou na defesa da diversidade.

A reportagem segue acompanhando as manifestações de amigos, familiares, integrantes de As Poderosas e entidades de Ladário sobre o falecimento. Informações sobre velório e sepultamento serão acrescentadas assim que forem oficialmente divulgadas.