Midiamax
O delegado Fillipe Araújo, que investiga a morte da bebê Agata, de 2 meses e 13 dias, disse que os irmãos da menina dormiam sobre as próprias fezes e que maus-tratos contra as vítimas são investigados. O caso veio à tona na terça-feira (6).
Ainda de acordo com o delegado, a perícia foi feita na casa, onde foram analisados sujeira e outros elementos. Ainda conforme o delegado, a mãe seria usuária de drogas e, quando chegou com a bebê na unidade de saúde, estava bastante nervosa, acalmando-se depois.
Conforme a médica que atendeu a bebê, ela aparentava estar sem vida há mais tempo do que o intervalo informado pela mãe. A pequena foi levada morta à unidade de saúde na terça-feira (6), e as primeiras investigações concluíram que ela morreu por broncoaspiração.
Segundo o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada após a bebê dar entrada em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) sem sinais vitais. Os médicos fizeram os procedimentos de reanimação, mas não obtiveram resposta, constatando a morte na unidade.
À polícia, a médica explicou que fez raio-x, o qual não mostrou lesões corporais recentes. Porém, foi observado um sangramento na cavidade oral da bebê e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom que ela vestia, na região do tórax.
A médica informou também que a bebê aparentava estar sem vida há mais tempo do que o intervalo informado pela mãe e não apresentava sinais de alimentação recente.
O que diz a mãe?
Na ocasião, a mãe da bebê confirmou a existência do sangramento e detalhou como foram as últimas horas. Ela disse ter acordado por volta das 5h para afazeres domésticos, enquanto a filha continuou dormindo e aparentava estar normal.
Já por volta das 6h, a mulher foi até a casa de um vizinho e, posteriormente, quando retornou para ver a filha, percebeu o corpo frio da bebê e a ausência de estímulos. Então, ela contou que pegou a bebê e pediu ajuda.
De acordo com a mãe da bebê, seus três filhos menores de idade estavam em casa, bem como dois sobrinhos menores, de 12 e 18 anos.
Diante dos fatos, a mãe da bebê foi encaminhada à 1ª DP (Delegacia de Polícia) de Corumbá, onde foi ouvida e liberada.
O caso foi registrado como maus-tratos se do fato resulta morte. Ao Jornal Midiamax, o delegado Sidney Pinheiro de Queiroz confirmou que as primeiras investigações concluíram que a causa da morte da bebê foi asfixia por broncoaspiração de alimentos, provavelmente o leite. A perícia não encontrou sinais de violência, mas as investigações serão aprofundadas para identificar se houve alguma negligência.
