Lula repudia ataque a tiros em evento com Trump nos EUA

Midiamax

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou a ação ocorrida neste sábado (25), quando um homem tentou invadir o local em que estavam o presidente dos EUA, Donald Trump, e integrantes do 1º escalão do governo norte-americano. 

“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, escreveu Lula em publicação no X, o antigo Twitter.

Outros líderes mundiais também se manifestaram sofre o ataque.

O homem acusado de abrir fogo durante o jantar com correspondentes na Casa Branca, neste sábado (25), tinha como alvo integrantes do governo e o próprio Donald Trump, segundo o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche.

O atirador foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, perto de Los Angeles. Ele é professor em meio período na empresa privada C2 Education há mais de seis anos.

Em dezembro de 2024, a escola escolheu Allen como “professor do mês”. No LinkedIn, ele se diz professor “por vocação”.

Allen se formou em Engenharia Mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia em 2017 e concluiu mestrado em Ciência da Computação no ano passado, na Universidade Estadual da Califórnia.

Líderes mundiais se manifestam

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), disse estar “chocado com as cenas” do jantar. “Qualquer ataque às instituições democráticas ou à liberdade de imprensa deve ser condenado nos termos mais enérgicos possíveis”, escreveu.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), declarou que a “violência nunca deve ser o caminho”. 

O presidente da França, Emmanuel Macron (Renascimento, centro), disse que “o ataque armado” contra o presidente dos EUA “é inaceitável”. No X, ele escreveu: “A violência não tem lugar em uma democracia. Estendo meu apoio total a Donald Trump”.

Na Argentina, o gabinete do presidente Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) divulgou um comunicado em que “expressa seu mais enérgico repúdio ao novo atentado contra a vida sofrido” por Trump. Disse “celebrar” que “o terrorista tenha sido detido antes que pudesse cometer seu atentado e assassinar alguém”. Conforme a nota, Milei “condena veementemente a retórica violenta da esquerda em todas as partes do mundo que promovem esse tipo de ataques”.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda), também condenou “veementemente o ocorrido” e declarou que “a violência nunca é uma opção para aqueles que defendem os valores da paz”.

Já o chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez (Psoe, esquerda), afirmou, também em publicação no X, que “a violência nunca é o caminho. A humanidade só avançará por meio da democracia, da convivência e da paz”.

Trump se pronunciou após episódio

Na internet, Trump fez uma publicação logo após o episódio: “Que noite! O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura”, disse ele.

“O atirador foi detido e eu recomendei que ‘deixássemos o show continuar’, mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais (…) A primeira-dama, o vice-presidente e todos os membros do Gabinete estão em perfeitas condições”, disse o presidente estadunidense na publicação.

Trump ainda disse que, aparentemente, o homem agiu sozinho, como um “lobo solitário”. A polícia local confirmou a informação. Ainda não se sabe a motivação para o ataque.