Em clima de profunda emoção, familiares, amigos, policiais e moradores de Corumbá acompanharam, na manhã desta quinta-feira (2), o sepultamento do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta, de 32 anos. O militar morreu durante uma perseguição a criminosos armados enquanto cumpria o serviço nas ruas da cidade.

O cortejo fúnebre saiu da Capela Cristo Rei por volta das 10h e percorreu as principais vias da região central até o Cemitério Santa Cruz. O caixão, envolto na bandeira de Mato Grosso do Sul, foi transportado em uma viatura do 3º Grupamento de Bombeiros Militar.

Durante o percurso, centenas de pessoas acompanharam a despedida a pé, em motocicletas e veículos. Muitos moradores deixaram suas casas para prestar a última homenagem, aplaudindo a passagem do cortejo, que reuniu viaturas de diversas forças de segurança.

Participaram da homenagem equipes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Militar Rodoviária, Guarda Civil Municipal, Batalhão de Choque, BOPE, Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além de outras instituições. O cortejo ainda fez uma parada em frente ao 6º Batalhão da Polícia Militar, onde Marcelo era lotado, para uma homenagem dos companheiros de farda. Policiais motociclistas conduziram o trajeto, acompanhado também por um helicóptero da corporação.

No cemitério, o policial recebeu as honras militares diante de familiares, incluindo os pais, a filha de sete anos e o irmão. Antes do sepultamento, foram realizados três disparos de salva em reconhecimento aos serviços prestados pelo militar.
Durante a cerimônia, o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, destacou a dedicação de Marcelo à segurança pública e afirmou que sua trajetória ficará marcada pelo compromisso com a missão policial. Em um dos momentos mais emocionantes da despedida, a bandeira que cobria o caixão foi entregue ao pai do soldado e à pequena Cecília, filha do policial, que se emocionou durante a homenagem.
O sepultamento ocorreu por volta das 11h, sob aplausos dos presentes. Como despedida final, integrantes do Grupamento Especial Tático de Motos (GETAM), equipe da qual Marcelo fazia parte, ingressaram no cemitério com suas motocicletas, enquanto as demais viaturas permaneceram perfiladas em continência ao soldado que perdeu a vida no exercício da profissão.
Operação continua
A morte de Marcelo Pimenta ocorreu na noite de 30 de junho, durante uma perseguição a suspeitos armados iniciada após um atentado a tiros em Ladário. Conforme as investigações, criminosos ocupavam um Fiat Argo e abriram fogo contra uma residência. Durante a tentativa de abordagem, os suspeitos reagiram atirando contra as equipes do GETAM, atingindo fatalmente o policial.
A ocorrência desencadeou uma grande operação integrada envolvendo forças estaduais e federais, além da Polícia Boliviana, já que parte dos envolvidos fugiu para o país vizinho.
Durante as diligências, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, um revólver calibre .38 e grande quantidade de munições. Uma mulher foi presa no imóvel onde o armamento estava escondido. Outros dois homens também foram detidos; um deles morreu após, segundo a Polícia Militar, tentar tomar a arma de um policial durante as buscas. Um terceiro suspeito permanece foragido.
Segundo a Polícia Militar, as investigações apontam que o crime está relacionado a disputas internas entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ligadas ao tráfico de drogas, e não a um confronto entre facções rivais.
