A Justiça decidiu manter presos Rubens Zilio Neto, de 35 anos, e Kalissa das Neves Guadalupe, de 33, apontados como envolvidos no caso que resultou na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (2), quando as prisões em flagrante foram convertidas em preventivas.
A medida atendeu ao pedido da Polícia Civil e contou com parecer favorável do Ministério Público. Com isso, Rubens será encaminhado ao presídio masculino de Corumbá, enquanto Kalissa ficará recolhida na unidade prisional feminina da cidade, permanecendo ambos à disposição da Justiça.
Enquanto as investigações prosseguem para esclarecer a participação de cada suspeito no crime, imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o policial militar é atingido durante a perseguição aos criminosos. No vídeo, também é possível ver colegas de farda prestando os primeiros socorros e levando Marcelo Pimenta em uma viatura até o hospital.
Ataque deu início à perseguição
O caso ocorreu na noite de 30 de junho, após homens que ocupavam um Fiat Argo efetuarem vários disparos contra uma residência nas proximidades da Praça do bairro Almirante Tamandaré, em Ladário. Segundo a investigação, o alvo do atentado seria um homem que não foi atingido.
Após o acionamento, equipes do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam), do 6º Batalhão da Polícia Militar, localizaram o veículo e iniciaram o acompanhamento. Durante a tentativa de abordagem, os suspeitos abriram fogo contra os policiais.
Marcelo Pimenta, que estava na motocicleta da equipe, foi atingido por disparos de arma de grosso calibre. Ele chegou a ser socorrido em estado grave para a Santa Casa de Corumbá, mas não resistiu aos ferimentos.
Operação mobilizou forças de segurança
A morte do policial desencadeou uma grande operação integrada envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenada pela Polícia Federal, além do apoio da Polícia Boliviana, já que parte dos suspeitos fugiu em direção ao país vizinho.
Durante as diligências, os policiais localizaram o carro utilizado na ação criminosa e apreenderam um arsenal composto por dois fuzis, duas pistolas, um revólver calibre .38 e grande quantidade de munições. O material estava escondido em um imóvel onde Kalissa foi presa.
Além dela, Rubens Zilio Neto e Everton da Silva Viana, de 41 anos, também foram detidos durante a operação. Conforme informou o comando do 6º BPM, Everton tentou dificultar a localização das armas indicando endereços diferentes aos policiais. Em seguida, teria tentado tomar a arma de um dos militares, sendo baleado durante a intervenção. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital.
As forças de segurança continuam as buscas por um terceiro suspeito, que permanece foragido. Conforme a Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta que o atentado está relacionado a um conflito interno entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), motivado por disputas ligadas ao tráfico de drogas, e não por uma guerra entre facções rivais.
