Operação Carga Secreta: PF faz megaoperação em Corumbá e mira esquema milionário do tráfico de drogas

Seis mandados foram cumpridos; investigação aponta uso de empresas de fachada, “laranjas” e movimentações financeiras milionárias para lavar dinheiro do crime organizado.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Carga Secreta em Corumbá, cumprindo seis mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, a investigação começou em 2024 após a apreensão de um carregamento de maconha e cocaínaescondido em um veículo. A partir da análise do material apreendido, os policiais identificaram uma rede criminosa responsável por financiar o transporte das drogas e ocultar a origem dos recursos obtidos com a atividade ilegal.

Durante as investigações, a Polícia Federal analisou dados extraídos de aparelhos celulares e cruzou as informações com Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O trabalho revelou um sofisticado esquema financeiro utilizado para esconder o dinheiro do tráfico.

Segundo a corporação, os investigados realizavam movimentações incompatíveis com a renda declarada, além de utilizar empresas de fachada e pessoas conhecidas como “laranjas” para dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários das transações.

As apurações também identificaram movimentações milionárias em curtos períodos, depósitos fracionados em diversas contas e fortes indícios de ocultação de patrimônio. Para os investigadores, o conjunto de provas aponta para um esquema estruturado de lavagem de capitais diretamente ligado ao tráfico de drogas.

Ainda conforme a Polícia Federal, parte dos alvos da operação possui antecedentes criminais e ligações com organizações criminosas que atuam na região de fronteira.

Operação Carga Secreta representa mais um avanço no combate ao crime organizado em Corumbá, município considerado estratégico por sua localização na fronteira. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.