Coluna Pronto Falei/ A Voz de Dourados
Conforme apuração exclusiva do Correio do Estado, velha guarda da política sul-mato-grossense une forças para tentar emplacar Londres Machado na presidência da Alems
As urnas nem sequer fecharam e a corrida pelo poder na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) já ferve nos bastidores. Uma articulação suprapartidária unindo alguns dos nomes mais pesados e tradicionais da política estadual mira o comando do Legislativo para a próxima legislatura.
As informações são do Correio do estado, que apurou que o grupo formado por figurões da política regional desenha um acordo para entregar a presidência da Casa ao decano Londres Machado (PP). Nos bastidores, a aliança já foi batizada ironicamente de “Bancada da Bengala”, refletindo a vasta trajetória e a idade avançada de seus integrantes, juntos, os cinco articuladores ostentam uma idade média próxima aos 80 anos.
OS NOMES POR TRÁS DA “BANCADA DA BENGALA”
- Zé Teixeira (PL) – 86 anos (articulador e candidato à reeleição)
- Londres Machado (PP) – 84 anos (decano e alvo do acordo para a presidência)
- André Puccinelli (MDB) – 78 anos (ex-governador buscando retorno ao Legislativo)
- Zeca do PT (PT) – 76 anos (ex-governador em busca de renovação do mandato)
- Jerson Domingos (União) – 75 anos (ex-presidente da Alems e ex-conselheiro do TCE-MS)
A movimentação antecipada dos veteranos ameaça atropelar os planos do Palácio. O governador Eduardo Riedel (PP), focado na reeleição, cogitava apoiar Pedro Caravina (PSDB) para a presidência da Casa. Paralelamente, no PL, o deputado Paulo Corrêa pressiona o ex-governador Reinaldo Azambuja em busca de respaldo para o mesmo cargo.
Para pacificar o tabuleiro, o acordo dos veteranos reserva espaço estratégico para o governo. Riedel e Azambuja teriam influência direta na indicação do primeiro-secretário, o segundo posto mais importante e chave na administração da Alems. O nome favorito para a função é o do atual presidente, Gerson Claro (PP), elo considerado ideal por transitar bem entre o Palácio e os parlamentares veteranos.
Contudo, o ambicioso projeto tem condicionantes pesadas. Além de conquistarem os votos necessários nas eleições de outubro para garantir suas cadeiras, os veteranos precisarão articular apoio entre os demais deputados da nova legislatura até a eleição da Mesa Diretora, marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando o vitorioso precisará cravar ao menos 13 votos no plenário.
Por: Redação, Pronto Falei
Credito: Montagem
