Perícia foi realizada na residência onde a criança vivia; causa e horário exato da morte ainda dependem de exames
A Polícia Civil investiga a morte de uma bebê de apenas dois meses, ocorrida nesta terça-feira (6), em Corumbá. Entre as linhas de investigação está a possibilidade de que a criança tenha sido vítima de maus-tratos antes de morrer. Uma equipe de perícia esteve na residência onde a bebê vivia para buscar elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do caso.
Segundo informações do boletim de ocorrência nº 4193/2026, a mãe, de 28 anos, levou a filha até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Guatós por volta das 8h20. A criança já estava sem sinais vitais.
A equipe médica realizou manobras de reanimação, mas não conseguiu reverter o quadro. O óbito foi constatado na unidade de saúde.
Durante o atendimento, os profissionais identificaram sangramento na cavidade oral da bebê, além de uma mancha de sangue na parte frontal do moletom que ela usava, na região do tórax. Ainda conforme o registro policial, um exame de raio-X não apontou lesões corporais aparentes.
Relato da mãe
A mãe contou aos policiais que havia acordado por volta das 5h para realizar tarefas domésticas, enquanto a bebê permanecia dormindo e, aparentemente, estava bem.
Segundo o relato, por volta das 6h ela saiu até a residência de um vizinho. Ao retornar para verificar a filha, percebeu que o corpo estava frio e que a criança não respondia aos estímulos. Diante da situação, pegou a bebê e pediu ajuda.
Ainda conforme o depoimento registrado, estavam na residência a mãe, os três filhos menores de idade, dois sobrinhos com menos de 12 anos e outro sobrinho maior de 18 anos.
A Polícia Militar, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil foram acionados. A mãe foi encaminhada à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá para prestar esclarecimentos.
Perícia busca esclarecer o que aconteceu
A perícia foi realizada no imóvel onde a bebê estava antes de ser levada à UPA. Os trabalhos devem auxiliar os investigadores na reconstrução dos acontecimentos e na identificação de possíveis elementos que possam explicar a morte.
A possibilidade de maus-tratos seguidos de morte está entre as hipóteses consideradas pela Polícia Civil, mas ainda não há conclusão de que a criança tenha sido vítima de crime.
O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), onde serão realizados exames que poderão contribuir para determinar a causa da morte e esclarecer outros aspectos importantes para a investigação.
A Polícia Civil deverá aguardar os resultados dos exames periciais e demais diligências antes de definir os próximos passos do caso.
