Mulher tenta arrancar bebê de quatro meses dos braços da irmã adolescente em pronto-socorro

Guarda Civil Municipal precisou intervir após luta corporal dentro da unidade de saúde; mulher afirmou acreditar que a criança era seu filho

Uma mulher de 26 anos foi contida pela Guarda Civil Municipal após tentar retirar à força um bebê de quatro meses dos braços de uma adolescente de 17 anos, irmã da criança, dentro do Pronto-Socorro Municipal. O caso ocorreu por volta das 10h30 desta quinta-feira (8).

A ocorrência foi atendida por uma equipe da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal), grupamento da Guarda Civil Municipal que realizava patrulhamento nas proximidades quando percebeu um tumulto no interior da unidade de saúde.

Segundo informações repassadas aos agentes, a adolescente aguardava atendimento médico acompanhada da mãe e do bebê quando a mulher se aproximou e tentou pegar a criança à força. A situação evoluiu para uma luta corporal, e as envolvidas chegaram a cair no chão.

Os agentes da ROMU, com o auxílio de pessoas que estavam no local, intervieram para separar as mulheres e controlar a situação.

Mulher disse acreditar que bebê era seu filho

Ao ser questionada sobre o motivo da atitude, a mulher afirmou acreditar que a criança era seu próprio filho. Ela também relatou que seus filhos haviam sido retirados de sua guarda pelo Conselho Tutelar.

Posteriormente, a equipe recebeu informações de que a mulher havia passado por atendimento médico momentos antes da ocorrência e possuía diagnóstico de esquizofrenia. A coordenação do CAPS José Fragelli confirmou que ela é paciente da unidade.

Em contato com a Guarda Municipal, o Conselho Tutelar informou que os filhos da mulher estão em situação de acolhimento institucional após episódios de surto psicótico.

Caso foi encaminhado à Polícia Civil

Após a intervenção, a mulher e a mãe do bebê foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.

O caso chamou a atenção pela gravidade da situação e pela necessidade de intervenção dentro de uma unidade de saúde, onde a adolescente aguardava atendimento com a mãe e o irmão de apenas quatro meses.

As circunstâncias da ocorrência deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.