Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia em meio a crise bancária

Saída ocorre após o fechamento do banco digital Ueno e o avanço de um processo de impeachment no Congresso. Vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o cargo, segundo o g1.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que renunciará ao cargo, em meio a uma crise política e financeira provocada pelo fechamento do banco digital Ueno. A instituição deixou clientes sem acesso a suas contas e passou a ser alvo de questionamentos sobre sua situação financeira e a atuação das autoridades.

A renúncia foi anunciada depois que o Congresso deu andamento à discussão de um processo de impeachment contra Peña. Segundo o g1, a Câmara decidiu seguir com o processo contra o presidente, enquanto rejeitou o pedido contra o vice-presidente, Pedro Alliana, que deve assumir a Presidência.

Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, Peña pediu desculpas à população e afirmou que tomou a decisão pensando na estabilidade do país e na preservação das instituições democráticas. Ele também disse que sua prioridade era garantir tranquilidade às pessoas que confiaram suas economias ao sistema financeiro.

Crise do banco Ueno

O Banco Central do Paraguai iniciou a liquidação do Ueno após identificar insuficiência de recursos para cobrir obrigações da instituição. O episódio provocou preocupação entre clientes e protestos no país.

Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025. Parlamentares da oposição e críticos do governo levantaram suspeitas de conflito de interesses e questionaram a condução da crise. Essas acusações são objeto de controvérsia e não devem ser tratadas como fatos comprovados.

O que acontece agora

A renúncia não encerrou imediatamente a crise institucional: a Câmara decidiu dar continuidade ao processo de impeachment contra Peña. O vice-presidente Pedro Alliana, cujo processo foi rejeitado, deve assumir o comando do país, conforme as informações publicadas pelo g1.

Peña havia assumido a Presidência em 2023 e seu mandato iria até 2028.